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Foto: Oferendas à minha Ya Yemonjá,
31/dez/04, foto por Ierê Ferreira
“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender; e, se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar.” (Nelson Mandela)
Foto: Reveillon em Copacabana, por Ierê Ferreira (2004)
Esse pensamento do líder da África do Sul, Nelson Mandela, abre a cartilha intitulada “Diversidade Religiosa e Direitos Humanos” , que foi editada pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos do Governo Federal.
A cartilha surgiu da necessidade de fazer valer o artigo 5º, inciso VI, da Constituição que diz: “É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias.” Ainda segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos: “A liberdade religiosa é um dos direitos fundamentais da humanidade.”
Ou seja, tanto a Declaração Universal dos Direitos Humanos quanto nossa Constituição garantem a toda e qualquer pessoa a liberdade de escolher sua religião, professa-la e praticá-la, seguindo seus rituais e fundamentos, sem com isso ser importunada, discriminada, punida, difamada, censurada ou repreendida. O que vale dizer que a pessoa não deverá sofrer nenhum tipo de discriminação ou exclusão em quaisquer ambientes da nossa sociedade, seja no trabalho, nos círculos de amizade ou familiares, clubes, na rua, etc, em virtude de sua opção religiosa.
Apesar da diversidade cultural e riqueza da nossa história (que sempre nos é contada segundo a visão “branca” na escola) bem sabemos que não é assim. Mesmo o nosso querido Brasil tendo recebido sempre, desde a sua “descoberta”, povos de todas as partes do mundo, o que ainda domina alguns setores da sociedade é o pensamento (herança da colonização lusitana) de que o Catolicismo é a “religião do país”. Segundo algumas pesquisas, a Igreja de Roma vem apenas perdendo espaço para as Igrejas Pentecostais. Mas e as religiões de matriz africana como a Umbanda, Candomblé, Batuque, Tambor de Mina, Xangô de Recife, o Catimbó, Sociedades de Culto de Ifá, etc? Algumas delas, inclusive, como a Umbanda e o Catimbó, possuem também influências ameríndias.
E essas religiões (e seus adeptos e seguidores) na maioria das vezes sofrem discriminações. E porque isso acontece? PRECONCEITO, eu diria. Em primeiro lugar por serem de origem africana e/ou ameríndia e em muitas cabeças de nosso país ainda persistir o nocivo pensamento de que, tudo que vem dos negros e dos índios é inferior. Ou seja, mais uma vez nos deparamos com o racismo escrachado.
O segundo motivo é porque a maioria das pessoas que tem o péssimo costume de pré-julgar sem conhecer, falam o que não sabem, deturpam e saem falando besteira e discriminando pessoas e religiões!
Claro que sabemos que em todas as religiões existem pessoas de má-fé, que fazem coisas erradas, que não podem ser denominadas de religião. Não é disso que estamos falando.
Claro também que pesquisas podem ter várias interpretações (ou serem direcionadas) segundo quem as executou ou as encomendou...
Claro, que na grande imprensa (e na pequena também, apesar de que pra mim, tudo é imprensa...), existem pessoas íntegras e outras nem tanto assim... Jornalistas que pesquisam e outros que escrevem ou divulgam qualquer coisa, sem critério ou checagem...
Enfim, também não confio muito no IBGE (que não passou na minha casa e na de centenas de pessoas que conheço). Tudo bem, pesquisa de amostragem, mas e daí?
As religiões de matriz africana e/ou ameríndia estão ai e seus adeptos querem apenas (e têm esse direito), praticá-las sem serem discriminados ou excluídos de nenhum grupo por isso.
Também é preciso dizer que nós adeptos também temos, às vezes, nossa parcela de culpa. E claro, quando digo isso, não estou generalizando. Temos culpa quando não assumimos nossa religião.
Temos culpa quando dizemos que somos católicos ou espíritas quando alguém nos pergunta qual é nossa religião (e isso também acontece na hora de responder à pesquisa do IBGE!). Temos culpa toda vez que alguém que não conhece nossa religião a deturpa e ficamos calados sem procurar mostrar um pouco do que é nossa religião. Temos culpa cada vez que ficamos competindo para tentar ser ao invés de nos unirmos para lutar pela liberdade religiosa, pela preservação de nossa cultura, pelo respeito enfim.
Assim como as discriminações contra os negros, judeus, estrangeiros, homossexuais, deficientes físicos, pessoas acima do peso, pessoas de idade, e por ai vai (para um país tão eclético, somos quase campeões em discriminações...), para acabar com a discriminação religiosa é necessário lutarmos. Afinal, é nosso direito!
** Christine Keller (Dandara) é jornalista, Umbandista e no momento também pesquisando e chegando mais perto do Candomblé e das outras religiões de matriz afro. Atualmente coordena a Comunicação do Grupo Cultural Afro Reggae. Já trabalhou nas revistas Guitar Player Brasil, Dynamite, no portal StarMedia Brasil e Poladian Produções Artísticas, entre outros.
Escrito por Dandara_RJ às 17h54
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Você que ainda não viu, poderá conferir a exposição Abdias Nascimento 90 anos - Memória Viva que traz quadros de Abdias, cartazes e documentos, entre outras preciosidades da carreira de Abdias Nascimento até o dia 03 de abril de 2005, no Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro. A mostra, que a princípio aconteceria até o dia 30 de janeiro foi prorrogada a pedidos.
E quem é Abdias Nascimento? O professor Abdias é o criador do Teatro Experimental do Negro (TEN) em 1944, foi secretário de Defesa da Promoção das Populações Afro-Brasileiras do Rio de Janeiro, Deputado Federal também pelo Rio de Janeiro, em 1983, e Senador da República em 1997, entre outras coisas.
A abertura da exposição aconteceu no dia 15 de novembro com o show da cantora e atriz Zezé Motta e um coquetel com muitos acarajés, entre outros acepipes, servido nos jardins do prédio do Arquivo Nacional (Antiga Casa da Moeda), na Praça da República, centro do Rio.
O evento é uma realização do IPEAFRO - Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros, do ARQUIVO NACIONAL e da PUC-RIO.
A exposição está aberta à visitação do público até o dia 03 de abril de 2005, de segunda a sexta, das 10 às 18 horas. Horário de visitas guiadas, de 10 às 12 e de 14 às 16 horas. Marcar visitas guiadas pelos números: (0xx21)3806.6173 e 3852.7103.
A exposição estará aberta no dia 25 de março (feriado).
Quer saber mais sobre Abdias Nascimento? Então visite estes sites:
Portal Ipeafro
Portal da Fundação Palmares
Portal Afro - Entrevista com Abdias Nascimento
Afirma - Especial de 20 de novembro - Abdias Nascimento
Exposição Abdias Nascimento 90 anos
Local: Arquivo Nacional (Antiga Casa da Moeda)
Endereço: Praça da República, nº 173 - Centro - Rio de Janeiro - RJ
Informações: Arquivo Nacional - (0xx21) 3806-6173 e 3852-7103
Organize uma visita guiada de sua escola, grupo ou entidade: Tels: (0xx21)3806-6173 e 3852-7103.
Este evento celebra o Mês da Consciência Negra.
Realização do evento:
IPEAFRO PUC-Rio Arquivo Nacional
Apoio do evento
Fundação Ford UNESCO Fundação Cultural Palmares SEPPIR Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos
Patrocínio do evento
Petrobras Lei de incentivo à cultura, Ministério da cultura
** As informações nos foram enviadas por email pelo IPEAFRO para divulgação
** O Banner pertence aos organizadores do evento
** Atualização do Site - Christine Keller (Dandara_RJ)
Escrito por Dandara_RJ às 16h40
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E, ai, onde você guarda o seu racismo? - Parte 3
continuação do artigo:

Vários depoimentos sobre casos absurdos de racismo emocionaram a platéia e foram importantes para mostrar como nossa sociedade ainda é cruel e injusta, como o de Joel Sant´Ana, primo do dentista Flávio Ferreira Sant'Ana, brutalmente assassinado em São Paulo, no dia 2 de fevereiro de 2004, por ser “confundido por policiais militares com um bandido”. A real é que ninguém confundiu nada... A verdade é que a polícia na maioria dos casos sempre aborda os negros de forma desrespeitosa, e pelo fato de serem negros, são sempre estigmatizados e tratados como se fossem delinqüentes... Isso quando não acontece o pior que é pagar com a própria vida por uma intolerância, preconceito, racismo, que teima em agir como um HIV, que se prolifera e destrói, sem piedade. O dentista Flávio Ferreira Sant'Ana foi mais uma vítima desse vírus... Esse foi apenas um, mas existiram outros como o da coreógrafa Carmem Luz, que contou a maneira racista, discriminatória e descabida como um hotel famoso da orla carioca tratou seu corpo de baile, querendo que os bailarinos e bailarinas entrassem pela entrada de serviço!
Acho que já está mais do que na hora de acabarmos com esses absurdos.
Para saber mais, visite o site: http://www.dialogoscontraoracismo.org.br/forms/default.aspx
Escrito por Dandara_RJ às 14h58
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E ai, onde você guarda o seu racismo
Continuação do artigo - Parte 2

No dia 14 de dezembro de 2004, no Teatro SESI-FIRJAN, no centro do Rio, aconteceu o lançamento da campanha “Onde você guarda o seu racismo?” A campanha está sendo realizada pela iniciativa “Diálogos Contra o Racismo”, que reúne mais de 40 instituições da sociedade civil na luta pela igualdade racial no Brasil.
São várias as propostas e objetivos desta campanha: estimular o diálogo, a troca de idéias, incentivar mudanças de pensamentos, hábitos e atitudes além de estimular o sentimento coletivo de compromisso com a igualdade. Para isso a campanha pretende mostrar qual é o perfil da desigualdade racial no Brasil, provocando discussões sobre as as várias formas de guardar o racismo, e provar o quão todas elas são nocivas, destrutivas e contagiosas. E ainda, conscientizar as pessoas, de maneira geral e irrestrita, de que racismo é um câncer, que precisa ser, de uma vez por todas extipardo do seio da nossa sociedade, para que se construa um país realmente de todos, com igualdade de oportunidades, respeito às diversidades de todas as ordens, inclusão social, elevação ou resgate da auto-estima deste povo que tem sempre sido colocado para escanteio. O Brasil tem uma dívida com o povo negro.
Claro que não dá, nem pretendemos nos esquecer da dor e danos causados pela escravidão, que, se pensarmos bem, ainda existe. Como bem dizia Lobão: a favela é a nova senzala... Não podemos nos esquecer para que não se cometa mais injustiças como essas! Para que nos lembremos todos os dias que somos todos brasileiros e todos temos direitos e deveres que devem ser iguais. Para que nos recordemos de que se o Brasil é hoje um país culturalmente muito rico (e não só Brasil, alô você, tudo começou na África!!) isso se deve também, senão muito mais, aos negros e índios (que também sofreram muito nas mãos do homem branco).
Mas, voltando à campanha, a abertura contou com personalidades como a Ministra Chefe da Secretaria Especial para Políticas de Promoção da Igualdade Racial do governo Lula, Matilde Ribeiro, Jurema Werneck, uma das coordenadoras da Ong Criola, Candido Gryzydowski, diretor do Ibase, Luiz Schor, um dos diretores da FIRJAN, Nadia Rebouças, da Rebouças e Associados (produtora criadora da campanha), que fizeram parte da mesa. A deputada Jurema Batista, Ivanir dos Santos, presidente do CEAP, o deputado Carlos Alberto Cão, autor do inciso 42 do artigo 5° da Constituição Federal, que prevê a prática do racismo como crime inafiançável, entre muitas outras pessoas de igual importância por suas lutas e trabalhos combatendo as formas de discriminação e racismo.
Escrito por Dandara_RJ às 14h53
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E ai, onde você guarda o seu racismo?
** Por Christine Keller (Dandara) - Parte 1
Você já parou para se perguntar aonde você guarda o seu racismo? Tem gente que guarda na cabeça, no coração, no medo, no dia a dia, em algumas ações ou ocasiões... Tem gente que diz que é racista porque aprendeu assim, porque isso foi passado de geração a geração, por causa da história... Ou alguns que dizem: Não!! Eu não sou racista!! Mas, no dia a dia, na hora do vamos ver, a gente sabe que não é bem assim. E você ai que me lê? É, você mesmo caro leitor, cara leitora, já se perguntou aonde você guarda seu racismo? Se você demorou muito para responder é porque realmente você É ou tem um resquício (o que afinal, vamos combinar, dá no mesmo, não é?) de racista, de racismo. Não guarde o seu racismo, jogue fora!! Vamos mudar esse país de uma vez por todas, já que essa coisa de democracia racial é “conversa pra boi dormir”, mito, que já caiu faz tempo e, ainda bem!
A verdade que o Brasil ainda é um país racista, cheio de preconceitos (de todos os tipos) e que exclui a maioria da população, que é negra. Por ser negra, por ser pobre, não necessariamente por ser as duas coisas. Mesmo os negros que não são pobres são discriminados e muitas coisas lhes são negadas. Esse é motivo pelo qual vos escrevo e porque 40 Ongs, organizações não-governamentais deste país, se uniram para fazer uma campanha nacional contra o preconceito e discriminação racial.
Escrito por Dandara_RJ às 14h51
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COMUNIDADE QUILOMBOLA DE CONCEIÇÃO DAS CRIOULAS
** Foto: Moradora do Quilombo. Divulgação do Quilombo (Site Curupira)
A Comunidade Quilombola de Conceição das Crioulas situa-se a 550 Km da cidade de Recife, no município de Salgueiro, sertão central pernambucano. A comunidade existe desde o século XVIII e sua sobrevivência baseia-se na agricultura e no artesanato, que é feito por moradores do Quilombo. A população atual estimada é de 3,8 mil pessoas.
No ano de 1996, a Comunidade Quilombola de Conceição das Crioulas conseguiu reivindicar junto a Fundação Cultural Palmares, que fosse elaborado um laudo antropológico do território, que foi aprovado pelo Governo Federal.
Dois anos depois, a Comunidade teve a área de sua ocupação reconhecida como Povo Remanescente de Quilombo. Inclusive, na época, houve a publicação desse reconhecimento no Diário Oficial da União.
Contam os quilombolas mais antigos que a apropriação da área e criação do Quilombo se deu através de seis negras livres. Estas mulheres teriam sido guiadas pelo escravo fugido Francisco José de Sá e chegaram à região onde constatarem que o solo seria fértil para o cultivo de algodão.
A comunidade tem um informativo impresso intitulado Crioulas que pode ser adquirido.
Para saber mais, entre em contato com eles através do telefax: (0xx87) 3946.1011, do Email. Cartas podem ser enviadas para: Vila de Conceição das Crioulas S/Nº – II Distrito Salgueiro – Pernambuco - Brasil. CEP 56.000.000
Para saber mais sobre o Quilombo, visite estes sites:
Imaginário Pernambucano
Site Curupira - Fotos do Quilombo
** Pesquisa, texto e atualização do site: Christine Keller 
Escrito por Dandara_RJ às 18h50
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COPACABANA RECEBEU PRESENTE DE YEMANJÁ

Foto: Divulgação
No dia 29 de dezembro de 2004, a praia de Copacabana recebeu pelo segundo ano consecutivo o "Presente de Yemanjá", organizado pelo Mercadão de Madureira em parceria com diversos pais e mães de santo do Rio de Janeiro. Mesmo sendo o dia da Orixá do mar comemorado no dia 2 de fevereiro, todo ano, no fim de dezembro, Umbandistas, Candomblecistas e mesmo pessoas de outras religiões, fazem suas oferendas e homenagens para Yemanjá. Em geral as pessoas se dirigem às praias para colocar oferendas para a Mãe D´Água para agradecer o ano que termina e pedir proteção para o ano vindouro.
O evento do dia 29 de dezembro reuniu mais de duas mil pessoas entre Umbandistas, Candomblecistas e simpatizantes das religiões afro-brasileiras. Candomblecistas e Umbandistas fizeram seus rituais para homenagear Yemanjá e no final muitos barcos e balaios com presentes e pedidos foram colocados no mar com a ajuda de pescadores. Para encerrar, pombos brancos foram soltos representando a tão sonhada paz, também pedida a Mãe Yemanjá para o ano que se inicia. Aliás, 2005 será regido pelas Iabás, Yemanjá e Oxum e ainda por Yansã e Nanã.
Em fevereiro estaremos dando dicas para a comemoração que acontece no dia 02. Fiquem ligados e ligadas!
Para saber mais sobre Yemanjá, visite este Site:
** Christine Keller é jornalista. Atualmente coordena a Comunicação do Grupo Cultural Afro Reggae. Já trabalhou nas revistas Guitar Player Brasil, Dynamite, no portal StarMedia Brasil e Poladian Produções Artísticas, entre outros.
Escrito por Dandara_RJ às 14h58
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SAMBA, ANTES DE SER BRASILEIRO, ELE É NEGRO!
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. Afro Reggae . 02/12/2004 |
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* Por Christine Keller
Foto: Afro Samba levando um samba de raiz no Pagode do Arlindo Cruz, por Ierê Ferreira
Eu sou o samba, A voz do morro sou eu mesmo, sim senhor, Quero mostrar ao mundo que tenho valor, Eu sou o rei do terreiro. Eu sou o samba, Sou natural daqui do Rio de Janeiro, Sou eu quem leva a alegria Para milhões de corações brasileiros... (“A Voz do Samba” – Zé Kéti)
Dois de dezembro, Dia Nacional do Samba, e esse trecho do inesquecível Zé Kéti retrata de maneira direta e simples o significado deste estilo musical que é marca registrada do nosso país. Claro, que hoje em dia, nem todo samba segue ao pé da letra o significado destes versos, seja pela qualidade, intenção ou por estar muito longe do morro... E isso porque o samba, assim como a capoeira, as religiões afro e muitas outras vertentes da nossa cultura, caíram no gosto nacional, ou, sejamos mais corretos em dizer, são mais “aceitos” pela maioria das pessoas.
Mas o samba é negro, sim senhor! Sim, o samba, que ultrapassou fronteiras e que hoje enriquece muita gente, (assim como diversos outros estilos como o rock, o reggae, o hip hop, o blues, o jazz... quase todos...) têm origem negra, nas nossas raízes negras!! Ainda que tentem embranquecer o samba, (e porque não dizer, tentam fazer isso com todos os estilos que têm origem na nossa Mãe África...) ninguém muda a realidade.
Antes de ser brasileiro, o samba é negro e assim como a capoeira e as religiões afro, no início, já levou muita gente para trás das grades, proibidos de manifestar nossa cultura, nossas raízes. E porque isso acontecia? PRECONCEITO. Então, se ninguém é mais preso (pelo menos teoricamente), por sambar, por jogar capoeira ou praticar religiões como a Umbanda, Candomblé, Batuque, Tambor de Mina, entre outras, isso que dizer que o preconceito no Brasil não existe mais, que tudo é aceito, que somos, afinal, um país que respeita as manifestações culturais de seu povo e que ninguém mais é discriminado? Bem, se você acha isso, com certeza não está no Brasil. E vai conseguir me fazer rir!
A verdade é que todas as manifestações culturais que têm origem negra, e com o samba não é diferente, são bem aceitas apenas quando possuem um viés da cultura branca. Quando essas manifestações aparecem na grande mídia ou são adotadas por personalidades “de pele mais clara”, são normalmente mais bem aceitas, ou, porque não dizer, inseridas dentro da sociedade brasileira. Ou, em outras palavras, deixa de ser cultura negra (alguns acham isso, fazer o que?), para ser uma identidade nacional.
É óbvio que estar na mídia pode ser muito bom, assim como ser referência e apreciação independente da cor da epiderme. Bom mesmo seria se todas as epidermes fossem tratadas da mesma forma, independente da cor, já que raça é uma só, a humana.
O preconceito contra o que tem origem negra retrata um problema muito maior que é o preconceito e a discriminação contra os afro-descendentes (se bem que, vamos combinar que no Brasil todo mundo tem ancestralidade africana, ameríndia e lusitana, no mínimo...).
Claro que o samba e tudo o que tem origem africana não mudará jamais a sua procedência, o seu berço, ainda que tentem fazer isso. Ainda bem! Mas a preocupação deve ir além disso.
Essa maneira de tratar as manifestações de origem negra e também as indígenas, não é de hoje. Tudo começou há muito tempo, na época do Brasil Colônia. Lembra? O absurdo da escravidão e dos índios sendo catequizados como se fossem seres irracionais... Mas chorar o leite derramado não traz o leite de volta. Temos que mudar isso, talvez com menos blá blá blá e mais ação, união, luta mesmo. Nada muda de uma hora para outra. Talvez levemos mais 504 anos para realmente ter um outro quadro, mas temos que começar.
Então, vamos desfrutar do nosso samba, da nossa rica cultura que além de portuguesa, é talvez até mais ainda que lusitana, afro e ameríndia, entre outras procedências. Mas, sem nos esquecermos que, é necessário sempre estarmos bem cientes de que muita coisa ainda precisa mudar, e só depende de nós começarmos.
* Texto originariamente publicado no site do Grupo Cultural Afro Reggae (www.afroreggae.org), na seção Colunistas. Christine Keller é jornalista e coordenadora da Comunicação do Grupo Cultural Afro Reggae (GCAR) |
Escrito por Dandara_RJ às 16h06
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ATÉ JANEIRO DE 2005, CONFIRA A EXPOSIÇÃO ABDIAS NASCIMENTO 90 ANOS
| RIO . 24/11/2004 |
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Foto: Abdias Nascimento no Orilaxé, por Ierê Ferreira.
Até o dia 30 de janeiro de 2005 você pode conferir a exposição Abdias Nascimento 90 anos - Memória Viva e a Mostra de Filmes "A Imagem do Negro no Cinema Brasileiro, que acompanha a exposição, que traz quadros de Abdias, cartazes e documentos, entre outras preciosidades da carreira de Abdias Nascimento.
E quem é Abdias Nascimento? O professor Abdias é o criador do Teatro Experimental do Negro (TEN) em 1944, foi secretário de Defesa da Promoção das Populações Afro-Brasileiras do Rio de Janeiro, Deputado Federal também pelo Rio de Janeiro, em 1983, e Senador da República em 1997, entre outras coisas.
A abertura da exposição aconteceu no dia 15 de novembro com o show da cantora e atriz Zezé Motta e um coquetel com muitos acarajés, entre outros acepipes, servido nos jardins do prédio do Arquivo Nacional (Antiga Casa da Moeda), na Praça da República, centro do Rio.
O evento é uma realização do IPEAFRO - Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros, do ARQUIVO NACIONAL e da PUC-RIO.
A exposição está aberta à visitação do público até o dia 30 de janeiro de 2005, de segunda a sexta, das 10 às 18 horas. Horário de visitas guiadas, de 10 às 12 e de 14 às 16 horas.
Quer saber mais sobre Abdias Nascimento? Então visite estes sites:
Portal Ipeafro
Portal da Fundação Palmares
Portal Afro - Entrevista com Abdias Nascimento
Afirma - Especial de 20 de novembro - Abdias Nascimento
Exposição Abdias Nascimento 90 anos
Local: Arquivo Nacional (Antiga Casa da Moeda)
Endereço: Praça da República, nº 173 - Centro - Rio de Janeiro - RJ
Informações: Arquivo Nacional - (0xx21) 3806-6173 e 3852-7103
Organize uma visita guiada de sua escola, grupo ou entidade: Tels: (0xx21)3806-6173 e 3852-7103.
Este evento celebra o Mês da Consciência Negra.
Realização do evento:
IPEAFRO PUC-Rio Arquivo Nacional
Apoio do evento
Fundação Ford UNESCO Fundação Cultural Palmares SEPPIR Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos
Patrocínio do evento
Petrobras Lei de incentivo à cultura, Ministério da cultura
** As informações nos foram enviadas por email pelo IPEAFRO para divulgação
** O Banner pertence aos organizadores do evento
** Atualização do Site - Christine Keller (Dandara_RJ)
Escrito por Dandara_RJ às 18h22
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Exposição de Pierre Verger em São Paulo

Foto: Yemonja por Pierre ´Fatumbi´Verger
Até janeiro de 2005 quem estiver em São Paulo pode conferir uma exposição com 66 imagens do fotógrafo, antropólogo, etnólogo, viajante, repórter e estudioso de religiões africanas Pierre "Fatumbi" Verger, na Galeria Luisa Strina.
A exposição é inédita em São Paulo apresenta fotos do período inicial do artista assim que chegou na Bahia, na década de 40. Nas imagens em preto-e-branco, de 35x35cm, que Verger vez com sua inseparável rolleyflex, muitos flagrantes do povo e da cultura negra da Bahia. A curadoria da exposição é de Mario Cohen, que também é proprietário da Pequena Galeria 18, no Rio de Janeiro, onde a mostra teve início.
Anote aí
EXPOSIÇÃO PIERRE VERGER
LOCAL: Galeria Luisa Strina
Rua: Oscar Freire, nº 502
DE 2ª a 6ª, das 10h às 19h e aos sábados, das 10h às 17h Foto: Yemonja, Pierre Verger
Informações pelo telefone (0xx11) 3088-2471.
Para conhecer o trabalho de Pierre "Fatumbi" Verger, visite o site da Fundação Pierre Verger
** As informações nos foram enviadas por email para divulgação da exposição
Escrito por Dandara_RJ às 18h16
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Exposição de Pierre Verger em São Paulo

Foto: Yemonja por Pierre ´Fatumbi´Verger
Para conhecer o trabalho de Pierre "Fatumbi" Verger, visite o site da Fundação Pierre Verger
Escrito por Dandara_RJ às 18h16
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Prêmio Ossain

Ossain é o nome do orixá que guarda o segredo das folhas e ervas utilizadas nos rituais dos terreiros de Candomblé, e graças a este saber é considerado o deus da medicina. Cada orixá tem a sua própria folha, mas somente Ossain conhece a magia que faz com que elas assumam sua potencialidade.
Foi em virtude desse aspecto que escolhemos Ossain para ser o patrono do prêmio com que o Projeto Ató-Ire e a Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde/Núcleo RJ estarão homenageando os adeptos dos terreiros e pesquisadores que contribuem para a melhoria da qualidade de vida do povo de santo.
O Prêmio Ossain tem como objetivo ressaltar a importância dos terreiros enquanto espaços de promoção da saúde, assim como fortalecer a auto-estima do povo de santo através de experiências exitosas na área da saúde dos terreiros.
Programação 16h – Vídeo Saúde e Fé 17h – Lançamento do site da Rede Nacional Religiões Afro-Brasileiras e Saúde 17:30 – Homenagens/Prêmio Ossain 18:30h – Show musical com Luciene Loyce 19h – Coquetel 20:30h - Encerramento
Data: 16 de novembro de 2004 (terça) Local: Teatro Noel Rosa/UERJ – Maracanã - Rio de Janeiro Horário: 16 h
Realização: Projeto Ató-Ire e Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde
Colaboração: SRIII - Cointer – UERJ Departamento Cultural da UERJ
Apoio: Fundação Ford
Homenageados/as Pai Celso de Oxaguiã – GVTR/SP Mara Zélia de Almeida – UFBA/BA Mãe Ivanize – Maracatu Nação Estrela Brilhante/PE Mãe Tânia de Iemanjá – RJ Marco Antonio Guimarães – Instituto Ori-Apere/RJ Lucia Xavier – Criola/RJ Iná Meirelles – HUPE/RJ Mãe Marta de Oxum – SES/RJ
Terreiros homenageados Ilê Omi Ojuarô - Mãe Beata de Iemanjá Ilê de Omulu e Oxum – Mãe Meninazinha de Oxum Ilê Axé Opô-Afonjá – Mãe Regina Lúcia de Iemanjá Ilê Axé Oju Oba Ogodô – Pai Bira de Xangô
** O texto nos foi enviado pelos organizadores do evento para divulgação.
** Foto de divulgação do Site Lexikon.Mynetcologne:
Escrito por Dandara_RJ às 18h14
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TOCAR E DANÇAR COM OS ORIXÁS, ORQUESTRA DE ATABAQUES
| Editoria . Divulgação . 11/11/2004 |
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Ilustração: Orixá Ogum
A OmoAro Cia. Cultural, coordenada pelo Ogã Aderbal, do Alaketu e pelo Ogã Sergio, da Casa Fanti-Ashanti, vem convidar a todos para os encontros:
TOCAR E DANÇAR COM OS ORIXÁS, Orquestra de Atabaques a serem realizadas todas as sextas-feiras das 21h às 22h30, no Casarão da Ladeira da Glória, n.º 98 (antigo Viva-Rio/antigo ISER).
Serão realizadas rodas de percussão, cânticos e danças com base nos ritmos afro-brasileiros: Toque dos Orixás (várias nações), Samba de Roda, Afoxé, Música Baiana Instrumental, African Drum Bass e mais...
Equipe: Aderbal, do Alaketu, Ogã Sergio,da Casa Fanti-Ashanti Egbonmi Adailton, do Alaketu (Bàbá-Egbé do Ile Omiojuaro), Ogã Puã, do Ile Ase Solodé, Marquinhos Odara (percussionista e músico popular baiano), entre outros...
ABERTO AO PÚBLICO - VAMOS FESTEJAR!!!
** A informação nos foi enviada por email pelos organizadores do evento para divulgação |
Escrito por Dandara_RJ às 18h08
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O Blog ainda vai ter fotos e outras indicações de links.... estamos começando...    
Se quiserem podem indicar links também...
Seugestões? Escreva para: christine_keller1@yahoo.com.br
Escrito por Dandara_RJ às 18h57
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Semana Lélia Gonzalez
Entre os dias 25 e 29 de outubro de 2004 aconteceu aqui no Rio, no Palácio Gustavo Capanema, o evento “Semana Lélia Gonzalez”, organizado pela Fundação Cultural Palmares, em parceria com a Fundação Nacional de Arte (Funarte/MinC). A iniciativa teve como objetivo não apenas trazer à tona o trabalho, a militância e ativismo político de Lélia Gonzalez dentro dos movimentos feministas e negro, mas também apresentou discussões importantes sobre temas como a “história” do Brasil, sexismo e racismo na sociedade brasileira, o simbólico do racismo e dilemas e perspectivas na contemporaneidade, além claro, de uma mostra importante dos feitos de Lélia Gonzalez.
Infelizmente, por conta do tempo, esse nosso aliado e inimigo ao mesmo tempo, só pude ir a dois dias dos debates.
As explanações e o posterior debate entre os participantes da mesa e plenária nos dois dias em que compareci ao evento (e creio que nos outros em que não pude ir também), nos mostrou como ainda hoje nosso país é racista, desigual, desumano e beneficia uma minoria... Bem, não estou falando, ou melhor, escrevendo, nenhuma novidade... Todo mundo sabe disso, ainda que alguns não admitam ou finjam não saber.
Diariamente os negros são discriminados. Por exemplo, ao se candidatarem a uma vaga de emprego, onde normalmente os empregadores pedem “boa aparência”, quando na verdade estão querendo dizer, “que você seja branco”. Se for morador de uma comunidade, de uma favela então, piorou... A discriminação é dupla, ou melhor, tripla: por ser negro, por ser morador de uma favela e por ser pobre.
E se for mulher e negra? Daí a coisa complica ainda mais... Quando se fala na mulher negra moradora das comunidades, constatamos que ela é alvo de todos os preconceitos que o homem negro sofre e ainda mais um, o de ser mulher, mulher negra. É muita coisa para uma pessoa e só sendo muito guerreira para enfrentar esse tipo de coisa todos os dias. Normalmente é ela quem segura as barras todas: do desemprego (ou do subemprego, muitas vezes sendo ela o arrimo de família), da criação, cuidados e educação dos filhos, de cuidar da casa e resolver todos os problemas, do marido, quando ele está presente (muitas não têm um companheiro e são elas, o homem e a mulher da casa), da falta de estrutura e insegurança da vida na favela, da luta pela sobrevivência de uma forma digna para toda a família e por aí vai. E ainda por cima, ela tem que conviver diariamente com a discriminação...
E a mulher negra que não mora na comunidade e que teve a oportunidade de estudar, de seguir uma carreira? Pode parecer inacreditável, mas ela também é discriminada. Como assim? Eu explico. Normalmente os méritos, o esforço, a inteligência e a batalha da mulher negra que teve mais oportunidades são questionadas. Isso quando ela não é vítima de piadinhas de mau gosto ou de coisas piores.
Tudo isso, só mostra o quanto nosso país tem que ter urgentemente uma mudança (mais uma vez, nenhuma novidade). Uma não!! Várias! Claro, sempre falamos das mudanças que dependem dos governantes, como melhorar saúde, ensino (desde o fundamental até a universidade), lazer, estruturas de base como saneamento, transporte, entre muitas outras coisas, não apenas nas “Zonas Sul” ou áreas mais ricas ou “nobres” das cidades brasileiras, como eles gostam de chamar, mas também, e principalmente, nas regiões menos lembradas, as mais pobres, e onde a população fica sempre à mercê da boa vontade de quem decide para onde vão as verbas do primeiro setor...
Mas, além das cobranças, e “lembranças”, que temos que fazer constantemente aos governantes, nós também, sociedade, temos que mudar. Se o preconceito, o racismo, a discriminação, a exclusão, não apenas social, mas de muitas outras coisas, existe, é porque a sociedade legitima, ou não? Claro, que não podemos generalizar, que existem pessoas que lutam para que as diferenças sejam respeitadas, (e já não era sem tempo, né?) porque é assim que tem que ser e para que todos tenham oportunidades iguais. Mas, a verdade é que uma grande parte da sociedade pouco se importa com o problema dos negros, que são a maioria do povo brasileiro, e normalmente tratados como se não fossem brasileiros ou não tivessem direitos... A mudança urgente é de mentalidade e de ação, mais respeito e o lugar a quem de direito.
Outra mentalidade que precisa mudar é a da mídia em geral e dos meios de comunicação que, em geral estereotipam o negro. Para a maioria da mídia, os negros estão sempre sambando, jogando futebol, capoeira. Não que essas coisas não sejam importantes e lindas. Fazem parte da nossa cultura e têm muito valor. A mulher normalmente é colocada como a "mulata" ou a doméstica. E a profissão de doméstica é das mais dignas e importantes e têm todo o meu respeito e carinho. Mas porque não mostrar os negros em outras profissões ou atividades, a sua inteligência, seus talentos e capacidades e que ele está em muitos outros setores importantes da sociedade, da economia... Isso quando não colocam o negro ou como coitadinho ou como marginal... Eu, particularmente, já estou de saco cheio disso e acho que a única solução é o boicote a quem faz mídia discriminatória!
Outro tema que foi colocado em pauta num dos debates que eu pude assistir foi o polêmico assunto cotas para as universidades públicas. Bem, esse assunto é longo, e vou deixar para quem tem mais competência do que eu para falar sobre isso. Mas o que eu acho é que, elas são necessárias sim, porque se elas não existirem, a maioria dos negros vai continuar não tendo oportunidades. Não porque não tenham competência. Os negros têm competência, inteligência e talentos de sobra, mas a real é que a sociedade e outros setores no geral só procuram dar oportunidades aos brancos. E depois ainda dizem que o Brasil é um país de todos...
Para saber mais sobre quem foi Lélia Gonzalez, visite os seguintes sites:
Mulheres Negras, do Umbigo para o Mundo
Site da Fundação Palmares com a programação do evento Semana Lélia Gonzalez
Site da Ong Criola
Uma carta para ti. Artigo de Raquel de Andrade no site Afirma
* Christine Keller (Dandara) é jornalista e coordenadora da Comunicação do Grupo Cultural Afro Reggae (GCAR)
**Texto publicado originalmente no site do Grupo Cultural Afro Reggae (GCAR)
Escrito por Dandara_RJ às 18h02
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