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Exposição de Pierre Verger em São Paulo

Foto: Yemonja por Pierre ´Fatumbi´Verger
Até janeiro de 2005 quem estiver em São Paulo pode conferir uma exposição com 66 imagens do fotógrafo, antropólogo, etnólogo, viajante, repórter e estudioso de religiões africanas Pierre "Fatumbi" Verger, na Galeria Luisa Strina.
A exposição é inédita em São Paulo apresenta fotos do período inicial do artista assim que chegou na Bahia, na década de 40. Nas imagens em preto-e-branco, de 35x35cm, que Verger vez com sua inseparável rolleyflex, muitos flagrantes do povo e da cultura negra da Bahia. A curadoria da exposição é de Mario Cohen, que também é proprietário da Pequena Galeria 18, no Rio de Janeiro, onde a mostra teve início.
Anote aí
EXPOSIÇÃO PIERRE VERGER
LOCAL: Galeria Luisa Strina
Rua: Oscar Freire, nº 502
DE 2ª a 6ª, das 10h às 19h e aos sábados, das 10h às 17h Foto: Yemonja, Pierre Verger
Informações pelo telefone (0xx11) 3088-2471.
Para conhecer o trabalho de Pierre "Fatumbi" Verger, visite o site da Fundação Pierre Verger
** As informações nos foram enviadas por email para divulgação da exposição
Escrito por Dandara_RJ às 18h16
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Exposição de Pierre Verger em São Paulo

Foto: Yemonja por Pierre ´Fatumbi´Verger
Para conhecer o trabalho de Pierre "Fatumbi" Verger, visite o site da Fundação Pierre Verger
Escrito por Dandara_RJ às 18h16
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Prêmio Ossain

Ossain é o nome do orixá que guarda o segredo das folhas e ervas utilizadas nos rituais dos terreiros de Candomblé, e graças a este saber é considerado o deus da medicina. Cada orixá tem a sua própria folha, mas somente Ossain conhece a magia que faz com que elas assumam sua potencialidade.
Foi em virtude desse aspecto que escolhemos Ossain para ser o patrono do prêmio com que o Projeto Ató-Ire e a Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde/Núcleo RJ estarão homenageando os adeptos dos terreiros e pesquisadores que contribuem para a melhoria da qualidade de vida do povo de santo.
O Prêmio Ossain tem como objetivo ressaltar a importância dos terreiros enquanto espaços de promoção da saúde, assim como fortalecer a auto-estima do povo de santo através de experiências exitosas na área da saúde dos terreiros.
Programação 16h – Vídeo Saúde e Fé 17h – Lançamento do site da Rede Nacional Religiões Afro-Brasileiras e Saúde 17:30 – Homenagens/Prêmio Ossain 18:30h – Show musical com Luciene Loyce 19h – Coquetel 20:30h - Encerramento
Data: 16 de novembro de 2004 (terça) Local: Teatro Noel Rosa/UERJ – Maracanã - Rio de Janeiro Horário: 16 h
Realização: Projeto Ató-Ire e Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde
Colaboração: SRIII - Cointer – UERJ Departamento Cultural da UERJ
Apoio: Fundação Ford
Homenageados/as Pai Celso de Oxaguiã – GVTR/SP Mara Zélia de Almeida – UFBA/BA Mãe Ivanize – Maracatu Nação Estrela Brilhante/PE Mãe Tânia de Iemanjá – RJ Marco Antonio Guimarães – Instituto Ori-Apere/RJ Lucia Xavier – Criola/RJ Iná Meirelles – HUPE/RJ Mãe Marta de Oxum – SES/RJ
Terreiros homenageados Ilê Omi Ojuarô - Mãe Beata de Iemanjá Ilê de Omulu e Oxum – Mãe Meninazinha de Oxum Ilê Axé Opô-Afonjá – Mãe Regina Lúcia de Iemanjá Ilê Axé Oju Oba Ogodô – Pai Bira de Xangô
** O texto nos foi enviado pelos organizadores do evento para divulgação.
** Foto de divulgação do Site Lexikon.Mynetcologne:
Escrito por Dandara_RJ às 18h14
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TOCAR E DANÇAR COM OS ORIXÁS, ORQUESTRA DE ATABAQUES
| Editoria . Divulgação . 11/11/2004 |
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Ilustração: Orixá Ogum
A OmoAro Cia. Cultural, coordenada pelo Ogã Aderbal, do Alaketu e pelo Ogã Sergio, da Casa Fanti-Ashanti, vem convidar a todos para os encontros:
TOCAR E DANÇAR COM OS ORIXÁS, Orquestra de Atabaques a serem realizadas todas as sextas-feiras das 21h às 22h30, no Casarão da Ladeira da Glória, n.º 98 (antigo Viva-Rio/antigo ISER).
Serão realizadas rodas de percussão, cânticos e danças com base nos ritmos afro-brasileiros: Toque dos Orixás (várias nações), Samba de Roda, Afoxé, Música Baiana Instrumental, African Drum Bass e mais...
Equipe: Aderbal, do Alaketu, Ogã Sergio,da Casa Fanti-Ashanti Egbonmi Adailton, do Alaketu (Bàbá-Egbé do Ile Omiojuaro), Ogã Puã, do Ile Ase Solodé, Marquinhos Odara (percussionista e músico popular baiano), entre outros...
ABERTO AO PÚBLICO - VAMOS FESTEJAR!!!
** A informação nos foi enviada por email pelos organizadores do evento para divulgação |
Escrito por Dandara_RJ às 18h08
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O Blog ainda vai ter fotos e outras indicações de links.... estamos começando...    
Se quiserem podem indicar links também...
Seugestões? Escreva para: christine_keller1@yahoo.com.br
Escrito por Dandara_RJ às 18h57
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Semana Lélia Gonzalez
Entre os dias 25 e 29 de outubro de 2004 aconteceu aqui no Rio, no Palácio Gustavo Capanema, o evento “Semana Lélia Gonzalez”, organizado pela Fundação Cultural Palmares, em parceria com a Fundação Nacional de Arte (Funarte/MinC). A iniciativa teve como objetivo não apenas trazer à tona o trabalho, a militância e ativismo político de Lélia Gonzalez dentro dos movimentos feministas e negro, mas também apresentou discussões importantes sobre temas como a “história” do Brasil, sexismo e racismo na sociedade brasileira, o simbólico do racismo e dilemas e perspectivas na contemporaneidade, além claro, de uma mostra importante dos feitos de Lélia Gonzalez.
Infelizmente, por conta do tempo, esse nosso aliado e inimigo ao mesmo tempo, só pude ir a dois dias dos debates.
As explanações e o posterior debate entre os participantes da mesa e plenária nos dois dias em que compareci ao evento (e creio que nos outros em que não pude ir também), nos mostrou como ainda hoje nosso país é racista, desigual, desumano e beneficia uma minoria... Bem, não estou falando, ou melhor, escrevendo, nenhuma novidade... Todo mundo sabe disso, ainda que alguns não admitam ou finjam não saber.
Diariamente os negros são discriminados. Por exemplo, ao se candidatarem a uma vaga de emprego, onde normalmente os empregadores pedem “boa aparência”, quando na verdade estão querendo dizer, “que você seja branco”. Se for morador de uma comunidade, de uma favela então, piorou... A discriminação é dupla, ou melhor, tripla: por ser negro, por ser morador de uma favela e por ser pobre.
E se for mulher e negra? Daí a coisa complica ainda mais... Quando se fala na mulher negra moradora das comunidades, constatamos que ela é alvo de todos os preconceitos que o homem negro sofre e ainda mais um, o de ser mulher, mulher negra. É muita coisa para uma pessoa e só sendo muito guerreira para enfrentar esse tipo de coisa todos os dias. Normalmente é ela quem segura as barras todas: do desemprego (ou do subemprego, muitas vezes sendo ela o arrimo de família), da criação, cuidados e educação dos filhos, de cuidar da casa e resolver todos os problemas, do marido, quando ele está presente (muitas não têm um companheiro e são elas, o homem e a mulher da casa), da falta de estrutura e insegurança da vida na favela, da luta pela sobrevivência de uma forma digna para toda a família e por aí vai. E ainda por cima, ela tem que conviver diariamente com a discriminação...
E a mulher negra que não mora na comunidade e que teve a oportunidade de estudar, de seguir uma carreira? Pode parecer inacreditável, mas ela também é discriminada. Como assim? Eu explico. Normalmente os méritos, o esforço, a inteligência e a batalha da mulher negra que teve mais oportunidades são questionadas. Isso quando ela não é vítima de piadinhas de mau gosto ou de coisas piores.
Tudo isso, só mostra o quanto nosso país tem que ter urgentemente uma mudança (mais uma vez, nenhuma novidade). Uma não!! Várias! Claro, sempre falamos das mudanças que dependem dos governantes, como melhorar saúde, ensino (desde o fundamental até a universidade), lazer, estruturas de base como saneamento, transporte, entre muitas outras coisas, não apenas nas “Zonas Sul” ou áreas mais ricas ou “nobres” das cidades brasileiras, como eles gostam de chamar, mas também, e principalmente, nas regiões menos lembradas, as mais pobres, e onde a população fica sempre à mercê da boa vontade de quem decide para onde vão as verbas do primeiro setor...
Mas, além das cobranças, e “lembranças”, que temos que fazer constantemente aos governantes, nós também, sociedade, temos que mudar. Se o preconceito, o racismo, a discriminação, a exclusão, não apenas social, mas de muitas outras coisas, existe, é porque a sociedade legitima, ou não? Claro, que não podemos generalizar, que existem pessoas que lutam para que as diferenças sejam respeitadas, (e já não era sem tempo, né?) porque é assim que tem que ser e para que todos tenham oportunidades iguais. Mas, a verdade é que uma grande parte da sociedade pouco se importa com o problema dos negros, que são a maioria do povo brasileiro, e normalmente tratados como se não fossem brasileiros ou não tivessem direitos... A mudança urgente é de mentalidade e de ação, mais respeito e o lugar a quem de direito.
Outra mentalidade que precisa mudar é a da mídia em geral e dos meios de comunicação que, em geral estereotipam o negro. Para a maioria da mídia, os negros estão sempre sambando, jogando futebol, capoeira. Não que essas coisas não sejam importantes e lindas. Fazem parte da nossa cultura e têm muito valor. A mulher normalmente é colocada como a "mulata" ou a doméstica. E a profissão de doméstica é das mais dignas e importantes e têm todo o meu respeito e carinho. Mas porque não mostrar os negros em outras profissões ou atividades, a sua inteligência, seus talentos e capacidades e que ele está em muitos outros setores importantes da sociedade, da economia... Isso quando não colocam o negro ou como coitadinho ou como marginal... Eu, particularmente, já estou de saco cheio disso e acho que a única solução é o boicote a quem faz mídia discriminatória!
Outro tema que foi colocado em pauta num dos debates que eu pude assistir foi o polêmico assunto cotas para as universidades públicas. Bem, esse assunto é longo, e vou deixar para quem tem mais competência do que eu para falar sobre isso. Mas o que eu acho é que, elas são necessárias sim, porque se elas não existirem, a maioria dos negros vai continuar não tendo oportunidades. Não porque não tenham competência. Os negros têm competência, inteligência e talentos de sobra, mas a real é que a sociedade e outros setores no geral só procuram dar oportunidades aos brancos. E depois ainda dizem que o Brasil é um país de todos...
Para saber mais sobre quem foi Lélia Gonzalez, visite os seguintes sites:
Mulheres Negras, do Umbigo para o Mundo
Site da Fundação Palmares com a programação do evento Semana Lélia Gonzalez
Site da Ong Criola
Uma carta para ti. Artigo de Raquel de Andrade no site Afirma
* Christine Keller (Dandara) é jornalista e coordenadora da Comunicação do Grupo Cultural Afro Reggae (GCAR)
**Texto publicado originalmente no site do Grupo Cultural Afro Reggae (GCAR)
Escrito por Dandara_RJ às 18h02
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Porque criei o Blog bate tambor?
DANDARA_RJ (CHRISTINE KELLER)
Escrito por Dandara_RJ às 17h57
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