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E, ai, onde você guarda o seu racismo? - Parte 3

continuação do artigo:

 

Vários depoimentos sobre casos absurdos de racismo emocionaram a platéia e foram importantes para mostrar como nossa sociedade ainda é cruel e injusta, como o de Joel Sant´Ana, primo do dentista Flávio Ferreira Sant'Ana, brutalmente assassinado em São Paulo, no dia 2 de fevereiro de 2004, por ser “confundido por policiais militares com um bandido”. A real é que ninguém confundiu nada... A verdade é que a polícia na maioria dos casos sempre aborda os negros de forma desrespeitosa, e pelo fato de serem negros, são    sempre estigmatizados e tratados como se fossem delinqüentes... Isso quando não acontece o pior que é pagar com a própria vida por uma intolerância, preconceito, racismo, que teima em agir como um HIV, que se prolifera e destrói, sem piedade. O dentista Flávio Ferreira Sant'Ana foi mais uma vítima desse vírus... Esse foi apenas um, mas existiram outros como o da coreógrafa Carmem Luz, que contou a maneira racista, discriminatória e descabida como um hotel famoso da orla carioca tratou seu corpo de baile, querendo que os bailarinos e bailarinas entrassem pela entrada de serviço!

Acho que já está mais do que na hora de acabarmos com esses absurdos.

 

 

 

 

Para saber mais, visite o site: http://www.dialogoscontraoracismo.org.br/forms/default.aspx

 

Escrito por Dandara_RJ às 14h58
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E ai, onde você guarda o seu racismo

Continuação do artigo - Parte 2

 

 

 

No dia 14 de dezembro de 2004, no Teatro SESI-FIRJAN, no centro do Rio, aconteceu o lançamento da campanha “Onde você guarda o seu racismo?” A campanha está sendo realizada pela iniciativa “Diálogos Contra o Racismo”, que reúne mais de 40 instituições da sociedade civil na luta pela igualdade racial no Brasil.

 

São várias as propostas e objetivos desta campanha: estimular o diálogo, a troca de idéias, incentivar mudanças de pensamentos, hábitos e atitudes além de estimular o sentimento coletivo de compromisso com a igualdade. Para isso a campanha pretende mostrar qual é o perfil da desigualdade racial no Brasil, provocando discussões sobre as  as várias formas de guardar o racismo, e provar o quão todas elas são nocivas, destrutivas e contagiosas. E ainda, conscientizar as pessoas, de maneira geral e irrestrita, de que racismo é um câncer, que precisa ser, de uma vez por todas extipardo do seio da nossa sociedade, para que se construa um país realmente de todos, com igualdade de oportunidades, respeito às diversidades de todas as ordens, inclusão social, elevação ou resgate da auto-estima deste povo que tem sempre sido colocado para escanteio. O Brasil tem uma dívida com o povo negro.

 

Claro que não dá, nem pretendemos nos esquecer da dor e danos causados pela escravidão, que, se pensarmos bem, ainda existe. Como bem dizia Lobão: a favela é a nova senzala... Não podemos nos esquecer para que não se cometa mais injustiças como essas! Para que nos lembremos todos os dias que somos todos brasileiros e todos temos direitos e deveres que devem ser iguais. Para que nos recordemos de que se o Brasil é hoje um país culturalmente muito rico (e não só Brasil, alô você, tudo começou na África!!) isso se deve também, senão muito mais, aos negros e índios (que também sofreram muito nas mãos do homem branco).

 

Mas, voltando à campanha, a abertura contou com personalidades como a Ministra Chefe da Secretaria Especial para Políticas de Promoção da Igualdade Racial do governo Lula, Matilde Ribeiro, Jurema Werneck, uma das coordenadoras da Ong Criola, Candido Gryzydowski, diretor do Ibase, Luiz Schor, um dos diretores da FIRJAN, Nadia Rebouças, da Rebouças e Associados (produtora criadora da campanha), que fizeram parte da mesa. A deputada Jurema Batista, Ivanir dos Santos, presidente do CEAP, o deputado Carlos Alberto Cão, autor do inciso 42 do artigo 5° da Constituição Federal, que prevê a prática do racismo como crime inafiançável, entre muitas outras pessoas de igual importância por suas lutas e trabalhos combatendo as formas de discriminação e racismo.

 



Escrito por Dandara_RJ às 14h53
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E ai, onde você guarda o seu racismo?

** Por Christine Keller (Dandara) - Parte 1

 

 

Você já parou para se perguntar aonde você guarda o seu racismo? Tem gente que guarda na cabeça, no coração, no medo, no dia a dia, em algumas ações ou ocasiões... Tem gente que diz que é racista porque aprendeu assim, porque isso foi passado de geração a geração, por causa da história... Ou alguns que dizem: Não!! Eu não sou racista!! Mas, no dia a dia, na hora do vamos ver, a gente sabe que não é bem assim. E você ai que me lê? É, você mesmo caro leitor, cara leitora, já se perguntou aonde você guarda seu racismo? Se você demorou muito para responder é porque realmente você É ou tem um resquício (o que afinal, vamos combinar, dá no mesmo, não é?) de racista, de racismo. Não guarde o seu racismo, jogue fora!! Vamos mudar esse país de uma vez por todas, já que essa coisa de democracia racial é “conversa pra boi dormir”, mito, que já caiu faz tempo e, ainda bem!

 

A verdade que o Brasil ainda é um país racista, cheio de preconceitos (de todos os tipos) e que exclui a maioria da população, que é negra. Por ser negra, por ser pobre, não necessariamente por ser as duas coisas. Mesmo os negros que não são pobres são discriminados e muitas coisas lhes são negadas. Esse é motivo pelo qual vos escrevo e porque 40 Ongs, organizações não-governamentais deste país, se uniram para fazer uma campanha nacional contra o preconceito e discriminação racial.

 



Escrito por Dandara_RJ às 14h51
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